Uma força da Mestra Jedi
Estou passada... Marisa Monte me citou em uma entrevista pro jornal O Globo. Tá lá no site dela. Vou tomar um chazinho de camomila pra acalmar e já volto...
www.marisadeverdade.com.br
Céu e Bluebell, as novas
° Ela prossegue:
- Meu caminho na música não se deu só numa linha para a frente. Foi evoluindo lateralmente, para outras áreas. No começo, era só a voz. Através dela, multipliquei as maneiras de servir à música: tocar, compor, produzir discos como o da Velha Guarda da Portela... Essa abertura nasceu de uma busca de desafios: onde eu posso melhorar, o que não fiz ainda, com quem não trabalhei. Não sou mais só uma cantora, compositora. Meu perfil ainda é, de alguma maneira, eclético. Hoje, ela olha para o ecletismo da música brasileira e gosta do que vê. Entre as cantoras, aponta dois nomes, ambos de São Paulo: a já badalada Céu e a pouco conhecida Bluebell, que lançou seu único CD em 2005, "Slow Motion Ballet".
"Espero que seja elogio, para mim e para elas"
Marisa Monte comenta comparações que fazem entre ela e cantoras mais novas
À vontade para apontar destaques na MPB, Marisa diz ter dificuldades para reconhecer sua influência nas cantoras que vieram depois dela.
- De onde eu estou, fico imaginando: matriz para quem? Espero que quando dizem isso seja um elogio. Para mim e para elas - afirma, sorrindo. - Quando surgi, fui comparada às mais diversas cantoras: Maysa, Billie Holiday, Gal, Elis. todas maravilhosas, mas não têm nada a ver comigo. O que consigo identificar é que estou dentro de uma tradição da música brasileira, da presença feminina pelas vozes.
"Mesmas músicas há um ano" no iPod da cantora
Marisa comemora que essa presença tenha ido também para as composições.
- Da minha geração para a frente, vieram muitas meninas que compõem - nota a cantora, que se refere a mulheres como "meninas" assim como usa a palavra "meninos" para homens. - Agora elas não estão dependendo tanto do olhar feminino do Chico Buarque, estão pondo o olhar delas. As canções brasileiras sempre foram de uma perspectiva masculina, mesmo quando tratavam de temas universais como abandono, amor, lealdade.
A cantora está atenta também aos avanços da tecnologia - apesar de não abraçá-los integralmente. Acha ótima a idéia de baixar músicas, mas não tem o hábito. Seu iPod "fica com as mesmas músicas um ano". seu ritmo, ela diz, é outro. Tanto que a metáfora que usa para sua carreira é um prédio, uma lenta construção.
- Está inacabado, mas a obra estrutural foi iniciada. E já mostra um jeito próprio, que é a busca de fazer um trabalho que eu possa chamar de meu. Essa é a assinatura que atravessa a minha obra, mesmo eu não sendo a mesma de 20 anos atrás.
Perto dos 40 anos (1º de Julho), ela lembra o que mudou da cantora do Jazzmania para a que canta agora no Vivo Rio e responde à pergunta: "Em 20 anos, como estará Marisa?".
- Espero que viva - ri. - E com saúde. Está bom pra mim. O resto, a gente corre atrás.
Palavras simples de uma diva idem.
Fonte: O Globo.
